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A cooperação internacional para o desenvolvimento sustentável no agronegócio brasileiro promete benefícios significativos para Mato Grosso do Sul
Suelen Morales
Senador Nelsinho Trad em acordo com a embaixadora Maria Laura. – Reprodução
À frente do Grupo Parlamentar Brasil-Azerbaijão no Senado Federal, o senador sul-mato-grossense, Nelsinho Trad (PSD/MS), anunciou hoje (21) avanços substanciais nas negociações bilaterais entre o Brasil e o Azerbaijão durante seu encontro com a embaixadora Maria Laura da Rocha.
O foco dessas discussões é fortalecer as relações comerciais no setor do agronegócio, prometendo impactos positivos tanto para o Mato Grosso do Sul quanto para o país como um todo. Trad enfatiza seu comprometimento em acompanhar de perto os desdobramentos desses acordos, assegurando benefícios substanciais para o estado e reforçando a importância da cooperação internacional para o desenvolvimento econômico e sustentável do agronegócio nacional.
Após o encontro, o Senador Trad compartilhou detalhes sobre a perspectiva de novos negócios entre o Brasil e o Azerbaijão, com um foco especial no Mato Grosso do Sul. Ele ressaltou a relevância do agronegócio, abordando temas como exportação e importação de produtos agrícolas, fertilizantes e afins. Com a embaixadora Maria Laura planejando visitar o Azerbaijão, Trad viu a oportunidade de estreitar ainda mais os laços e consolidar essa parceria promissora.
“Após contatos com o embaixador do Azerbaijão no Brasil, vislumbrou-se a perspectiva de novos negócios para o nosso país, especialmente para o Mato Grosso do Sul, sobretudo no âmbito do agronegócio, produtos e insumos agrícolas. Ao saber que a embaixadora Maria Laura viajará ao Azerbaijão, aproveitei para transmitir informações que possam estreitar ainda mais essa parceria, beneficiando significativamente o Brasil, em especial o nosso estado”, declarou Nelsinho Trad.
O senador enfatizou ainda a necessidade de uma colaboração contínua entre os setores público e privado para potencializar os resultados dessas negociações e reforçar o papel do Brasil como protagonista no cenário agrícola global.
Além disso, Trad destacou a relevância de medidas sustentáveis no agronegócio, promovendo práticas ecologicamente corretas e socialmente responsáveis. Ele enfatizou a importância de se considerar não apenas a expansão dos negócios, mas também a preservação do meio ambiente e a promoção de condições de trabalho justas.
Por fim, Trad adiantou que a expectativa é de que essa parceria frutífera contribua não apenas para o fortalecimento econômico do Mato Grosso do Sul, mas também para o avanço do agronegócio brasileiro como um todo.
A cooperação internacional para o desenvolvimento sustentável consolida o Brasil como um ator proeminente no cenário agrícola global, enfatiza o senador sul-mato-grossense.
Em fevereiro deste ano, o Brasil estabeleceu uma aliança com os Emirados Árabes Unidos e o Azerbaijão para conter o aquecimento global, denominada “troika” (trio).
Coordenada pela presidência da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-28), a parceria, iniciada em Dubai, visa redirecionar investimentos e políticas públicas para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis e o triplo aumento da capacidade de energia renovável até 2030, em conformidade com as diretrizes do Acordo de Paris.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destaca a importância da transição energética proposta pelo Balanço Global do Acordo de Paris, visando limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius. Medidas mais ambiciosas sugeridas pela ONU têm influenciado as discussões na COP 28 desde Dubai.

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STF
Militares estão no centro da investigação da PF sobre tentativa de golpe
21/02/2024 20h00
“A pior coisa que existe para a democracia é general em palanque Acho que houve uma politização indevida a ser lamentada”, disse Barroso. divulgação
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou nesta quarta-feira, 21, que a “má liderança” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) trouxe generais das Forças Armadas aos palanques políticos. Segundo Barroso, isso seria a “pior coisa que existe para a democracia”.
A afirmação do presidente do STF foi em uma entrevista para a GloboNews nesta quarta-feira, 21. Barroso associou a politização dos quartéis com as provas obtidas pela Operação Tempus Veritatis, que foi deflagrada no último 8 e tornou Bolsonaro e militares de alta patente suspeitos de planejar um golpe de Estado após as eleições de 2022.
“A pior coisa que existe para a democracia é general em palanque Acho que houve uma politização indevida a ser lamentada, mas acho que as instituições prevaleceram, conseguimos recuperar a institucionalidade”, disse Barroso.
Barroso disse também que a “assombração do golpismo” foi revivida pelo último governo. Segundo o magistrado, o Exército, a Marinha e a Aeronáutica tinham adotado uma postura democrática após a promulgação da Constituição de 1988. “A verdade é que as Forças Armadas no período pós-1988 haviam tido um comportamento exemplar e recuperado o prestígio que eu acho que a instituição merece”, afirmou o presidente do STF.
O presidente da Corte também relembrou o período em que comandou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). entre maio de 2020 e fevereiro de 2022, e convidou as Forças Armadas para uma comissão de transparência sobre as urnas eletrônicas. De acordo com Barroso, os militares tiveram um “comportamento bastante decepcionante” e foram “manipulados” para levantar dúvidas infundadas sobre a lisura do processo de votação brasileiro.
“Chamei as Forças Armadas, e preciso dizer, lamentando muito, que tiveram um comportamento bastante decepcionante. Chamei para dar transparência, para ajudar na segurança, para prestigiar a instituição e eles acabaram sendo manipulados para levantar desconfianças e suspeitas infundadas”, afirmou Barroso à GloboNews.
Em setembro do ano passado, o plenário do TSE decidiu retirar, por unanimidade, as Forças Armadas da comissão de transparência sobre as urnas. O relator da decisão foi o atual presidente da Corte, Alexandre de Moraes, que julgou a participação dos militares como “absolutamente incompatível” com as necessidades da Justiça Eleitoral.
Militares estão no centro da investigação da PF sobre tentativa de golpe
Entre os alvos da operação do último dia 8, que foi ordenada por Moraes, estão os ex-ministros militares de Bolsonaro Walter Braga Netto (Casa Civil) e Augusto Heleno (GSI) e os ex-comandantes das Forças Armadas Paulo Sérgio Nogueira (Exército) e Almir Garnier Santos (Marinha). A lista de investigados também conta com outros 13 integrantes das Forças, alocados na ativa e na reserva.
Segundo Moraes, os militares, junto com assessores e ex-ministros de Bolsonaro, estavam planejando a execução de um golpe de Estado em uma organização formada por, pelo menos, seis diferentes tipos de atuação. As tarefas das frentes tinham três objetivos: desacreditar o processo eleitoral, planejar e executar o golpe e abolir o Estado Democrático de Direito, para manter a permanência de seu grupo no poder.
Nesta última sexta-feira, 16, os Clubes Militares do Exército, Marinha e Aeronáutica publicaram uma nota conjunta afirmando que há uma “apreensão” com a “exposição de distintos chefes” das Forças Armadas. Os militares também disseram que as suspeitas de envolvimento em atos golpistas são insustentáveis se forem consideradas as histórias de vida dos oficiais.
Fome Zero
A agenda é uma das principais apostas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o período em que o Brasil exercerá a presidência do grupo
21/02/2024 19h00
A próxima reunião da força-tarefa do G20 vai ocorrer em março, em Brasília, e já vai debater uma primeira versão do texto final da criação da aliança global. Agência Brasil
O Brasil propôs aos membros do G20 a discussão de fontes de financiamento para que países mais pobres consigam implementar políticas de combate à fome e erradicação da pobreza.
As tratativas técnicas foram iniciadas formalmente nesta quarta-feira (21), com a primeira reunião da força-tarefa do G20 para a implementação de uma Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.
A agenda é uma das principais apostas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o período em que o Brasil exercerá a presidência do grupo, que reúne as 19 maiores economias do mundo, além da União Europeia e, a partir deste ano, a União Africana.
O ministro Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, disse que o esforço vai envolver não só os países do grupo, mas outros que tenham interesse em aderir à aliança. Na primeira reunião, segundo ele, participaram representantes de 54 delegações.
“Queremos evitar a duplicação de esforços e posicionar a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza como um mecanismo que dará o impulso político necessário para mobilizar os fundos e mecanismos existentes e melhor organizá-los em torno de dois princípios. Primeiro, o foco nos mais pobres e vulneráveis. Dois, a implementação consistente de políticas nacionais”, afirmou.
Neste primeiro ciclo de reuniões técnicas, que se estenderá até sexta-feira (23), serão apresentados quatro relatórios produzidos por organismos internacionais com experiências bem-sucedidas de combate à fome e redução da pobreza em diferentes países.
Segundo o ministro, políticas de transferência de renda e alimentação escolar devem ter papel relevante na definição da estratégia de atuação.
Os representantes do Brasil também apresentaram um escopo do que entendem que deveria ser a aliança global, com o que se pretende alcançar e como cada país pode colaborar. O texto ainda não é público porque será discutido com as delegações e pode sofrer ajustes, mas gira em torno de três pilares: técnico, financeiro e institucional.
O pilar técnico é o que vai reunir as recomendações de políticas, respeitando as particularidades dos países. O pilar do financiamento é o que viabilizará a adoção das medidas necessárias para atingir os objetivos da aliança. Já o pilar institucional é o próprio compromisso dos países.
Dias afirmou que um dos princípios defendidos pelo Brasil na força-tarefa é que as economias avançadas disponibilizem recursos para os países mais pobres conseguirem implementar as políticas de combate à fome e à pobreza.
Ainda não há valores ou metas definidas, mas, no curso das negociações, cada país que aderir à aliança poderá indicar os esforços que está disposto a perseguir, tanto em termos de políticas quanto em termos de recursos financeiros.
Uma das possibilidades é que um determinado país se disponha a apoiar diretamente outro que esteja em situação menos favorável. Mas a ajuda também pode ser mais abrangente.
“É o plano de cada país que gera a consolidação com uma meta anualizada. O que a aliança inova é integrar todas as áreas para ter eficiência e acompanhamento. A mesma coisa em relação à pobreza. Teremos uma meta anual com o objetivo de alcançar resultados até 2030”, disse o ministro.
Ele lembrou que, em 2015, os países-membros da ONU (Organização das Nações Unidas) pactuaram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que preveem, entre outras metas, acabar com a fome e erradicar a pobreza até 2030.
“Quando [o ODS] foi lançado, a gente tinha cerca de 600 milhões de pessoas no mapa da fome, e ele [o número] cresceu”, disse. “Cerca de 735 milhões de pessoas do mundo em 2022 estavam passando fome, em um planeta que produz amplamente a comida necessária para o sustento de todos e de todas.”
A próxima reunião da força-tarefa do G20 vai ocorrer em março, em Brasília, e já vai debater uma primeira versão do texto final da criação da aliança global. A redação deve ser fechada em nível técnico na reunião de maio, que ocorrerá em Teresina (PI).
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