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Segundo Costa Filho, a expectativa é que o tema avance em abril, após conversas com as companhias
Redação Jornal de Brasília
25/03/2024 21h20
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
FÁBIO PESCARINI E PAULO RICARDO MARTINS
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, defendeu uma linha de crédito permanente como forma de socorro a companhias aéreas em crise, como ocorre para produtores rurais em dificuldade.
“Da mesma forma que o agronegócio tem uma agenda de crédito, como o setor da indústria e o da tecnologia da informação, é natural e importante que as companhias aéreas no Brasil possam ter esse crédito”, afirmou o ministro na manhã desta segunda-feira (25), após apresentação da reformulação do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo.
Segundo Costa Filho, a expectativa é que o tema avance em abril, após conversas com as companhias. O ministro afirma que o tema está sendo discutido com o Ministério da Fazenda e com o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante.
Procurado pela reportagem, o Ministério da Fazenda disse que não se manifesta sobre medidas não anunciadas. Já o BNDES afirma aguardar definição da pasta comandada por Fernando Haddad.
A Gol não quis comentar. Já a Latam e a Azul não responderam até a publicação deste texto.
Costa Filho falou sobre a criação de uma linha de crédito para o setor aéreo ao ser questionado se o governo iria colocar recursos públicos para socorrer empresas aéreas.
A gestão Lula estuda há alguns meses um pacote de socorro às companhias. Representantes do setor costumam se queixar de que o governo brasileiro não deu suporte às empresas aéreas na pandemia, diferentemente do que fizeram os governos dos Estados Unidos e de países europeus.
As companhias vêm negociando os recursos com o governo para ajudá-las a atravessar crise imposta pela pandemia. No fim de janeiro, a Justiça dos EUA aceitou o pedido de recuperação judicial da Gol. Na ocasião, a empresa anunciou US$ 8,3 bilhões (R$ 40,7 bilhões) em dívidas.
“É natural e importante que as companhias aéreas no Brasil possam ter esse crédito, isso dá previsibilidade e elas se estruturam para comprar aeronaves”, disse Costa Filho, sem citar detalhes de como seria essa linha de financiamento ou números.
Segundo ele, Guilherme Mello, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, começou a ouvir as companhias aéreas na sexta-feira (22) e deve conversar com todas até nesta semana.
“A partir daí a gente formata uma proposta que possa atender ao setor da aviação brasileira. Essa é uma determinação e um desejo do presidente Lula”, disse Costa Filho.
Costa Filho citou projeção de mais de R$ 10 bilhões em investimentos privados nos próximos cinco anos no setor aéreo –desse total, R$ 2 bilhões estão previstos em contrato para o período pela espanhola Aena na concessão do aeroporto de Congonhas.
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