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Presidente afirmou que país ‘voltou a ter credibilidade econômica’, e o ministro da Fazenda avaliou que decisão reconhece perspectivas positivas na economia do país e é fruto de esforços dos Três Poderes. 12/01/2023 – Lula e Haddad
REUTERS/Adriano Machado/File Photo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comemoram nesta quarta-feira (1º) a decisão da agência de classificação de risco Moody’s de alterar a perspectiva de nota de crédito do Brasil de estável para positiva.
Em publicação numa rede social, Lula afirmou que a atualização o Brasil “voltou a ser respeitado no mundo e voltou a ter credibilidade econômica e ambiental”. Já Haddad avaliou que a decisão reconhece perspectivas positivas na economia do Brasil.
O ministro da Fazenda avaliou, ainda, que a atualização “tem a ver” com o trabalho conjunto dos Três Poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário —, que, segundo ele, “colocaram os interesses do país acima de divergências superáveis”.
“A Moody’s acompanhou as outras agências de risco ao reconhecer a mudança para melhor das nossas perspectivas econômicas. Isso tem a ver com o trabalho conjunto dos Três Poderes, que colocaram os interesses do país acima de divergências superáveis. Mesmo com a deterioração momentânea da economia global, o Brasil caminha e recupera credibilidade econômica, social e ambiental. Temos muito a fazer”, escreveu Haddad.
A agência de classificação de risco Moody’s anunciou, mais cedo, nesta quarta, que manteve a nota de crédito do Brasil no nível Ba2, mas mudou a perspectiva da avaliação de “estável” para “positiva”.
O “rating” atual do Brasil na classificação da Moody’s é Ba2 – o que coloca o país no chamado “grau especulativo”, indicando um risco maior para investimentos estrangeiros.
Ao indicar um viés positivo na análise, a Moody’s sinaliza que pode elevar a nota de crédito no futuro. Representantes da agência se reuniram com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no último dia 23, mas não houve anúncios após o encontro.
“A Moody’s avalia que as perspectivas para o crescimento real do produto interno bruto (PIB) do Brasil são mais robustas do que nos anos pré-pandêmicos, como consequência da implementação de reformas estruturais em vários governos, bem como pela presença de barreiras institucionais que reduzem a incerteza sobre a direção futura das políticas públicas”, diz a nota da agência.
O comunicado diz que um “crescimento mais forte” e uma “consolidação fiscal” podem estabilizar o peso da dívida nas constas públicas, mas aponta que “há riscos” para a continuidade dessa melhora.
“A afirmação do rating Ba2 está baseada na força fiscal ainda relativamente fraca do Brasil, dado o nível elevado de endividamento do país e sua fraca capacidade de pagamento da dívida, que permanece sensível a choques econômicos ou financeiros”, afirma a Moody’s.
A nota de crédito é usada pelos investidores para avaliar em quais países ou empresas o investimento é mais seguro. Se a nota é mais baixa, o risco é maior – o que, em economia, significa cobrar juros mais altos.
Alguns fundos europeus ou norte-americanos, por exemplo, só investem em títulos de países com grau de investimento — as notas mais altas. Ou seja: ter uma classificação boa ajuda a atrair esses recursos internacionais.
Entenda o que fazem as agências de classificação de risco
Agência Fitch eleva nota de crédito do Brasil de BB- para BB
Agência Moody’s mantém nota de crédito do Brasil, mas muda perspectiva para ‘positiva’
Em busca do ‘grau de investimento’
Na classificação da Moody’s, o Brasil está atualmente a “dois degraus” do grau de investimento. O mesmo acontece nas classificações das agências S&P e Fitch (veja abaixo).
O país chegou receber o grau de investimento da Moody’s entre 2009 e 2015, mas vem se mantendo na nota de crédito Ba2 desde então.
“O Ministério da Fazenda reafirma o compromisso do país com uma trajetória sustentável para as contas públicas, combinando esforços para melhorar a arrecadação e para conter a dinâmica das despesas”, diz a nota divulgada pelo governo.
“O melhor balanço fiscal do governo levará à redução das taxas de juros e à melhoria das condições de crédito. Desta forma, serão criadas as condições para a ampliação dos investimentos públicos e privados e a geração de empregos, aumento da renda e maior eficiência econômica, elementos essenciais para o desenvolvimento econômico e social do Brasil”, prossegue o ministério.
Veja as notas de crédito do Brasil (ratings) em todas as agências de risco
Arte g1
Grau especulativo
Além da Moody’s, há outras duas agências principais de classificação de risco que concedem (ou não) o chamado grau de investimento às economias globais: a S&P Global Ratings e a Fitch.
As três firmas adotaram trajetórias semelhantes ao avaliar a segurança para investir no Brasil nos últimos anos.
S&P e Fitch concederam o grau de investimento ao Brasil um ano antes da Moody’s, em 2008 – e também retiraram o grau um ano antes, em 2014.
Em dezembro de 2023, a S&P elevou a nota do Brasil de BB- para BB. Assim como na escala da Moody’s, o Brasil ficou a dois degraus do grau de investimento.
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