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Agribusiness Global Festival reúne autoridades, empresários e entidades do setor para discutir soluções sustentáveis à espera do anúncio do Plano Safra
O Agribusiness Global Festival, organizado pela consultoria Datagro e apresentado pela XP, tem sua primeira edição no Brasil. Desde 2012, o Global Agribusiness Fórum (GAF) é um dos principais fóruns mundiais do agronegócio e reúne autoridades de mais de 60 países, empresários, lideranças e entidades do setor. Nesta edição, entre 27 e 28 de junho, no Allianz Parque, o evento debate os rumos do agronegócio e seus principais desafios, como mudanças climáticas, preservação de recursos naturais e soluções sustentáveis para uma população em crescimento.
O presidente da Datagro, Plinio Nastari, disse ao SBT News que o objetivo do encontro é promover inovação e incentivar um esforço contínuo para enfrentar esses desafios, além de engajar a população nas soluções."O agro está se preparando com tecnologia, com sementes de variedades mais resistentes à seca, com mais irrigação e com controles de pragas que surgem devido às mudanças climáticas", afirmou. "Durante a pandemia, o agro fez um trabalho extraordinário, garantindo que não faltasse alimento, apesar das restrições de trabalho e distribuição. O Rio Grande do Sul é um exemplo disso, pois, apesar das tragédias, continua sendo um grande produtor de grãos e arroz. Queremos que a população compreenda a importância desse movimento global."
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Nastari também destacou as inovações do setor para garantir o fornecimento de alimentos e a preservação do meio ambiente. "Na década de 1970, o Brasil era importador de alimentos. A produtividade da produção de milho, por exemplo, era de 1.700 kg por hectare. Hoje, já são 5.600 kg, com alguns produtores atingindo 10 a 11 mil kg por hectare. Estamos no meio desse processo de evolução, ainda há muito a ser desenvolvido para oferecer produtos de baixo custo e alta qualidade, respeitando as regras de produção e minimizando o impacto ambiental."
Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, esteve presente no encontro e comentou o adiamento do Plano Safra. O setor esperava o anúncio dos montantes e condições de financiamento nesta quarta-feir (26), mas a divulgação ficou para o próximo dia 3 de julho. "O governo federal está estudando as definições para entregar um Plano Safra resiliente, com mais recursos e opções. Estamos negociando com o Ministério da Fazenda para aumentar o apoio do governo e vincular todas as linhas do Plano Safra à sustentabilidade. O aumento do seguro rural também é uma prioridade, além das linhas dolarizadas, que são importantes para o exportador do agronegócio." O seguro rural é especialmente importante num contexto de desastres climáticos, como as enchentes no Rio Grande do Sul.
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Perosa garantiu que o valor anunciado será compatível com as necessidades do agro brasileiro e destacou a importância de mostrar ao mundo a sustentabilidade já existente no país. "O agro brasileiro é muito sustentável e a ideia é demonstrar isso com a presença de vários embaixadores e ministros de outros países. O Brasil está em evidência com eventos como o G20, BRICS e COP30. Temos a oportunidade de mostrar como produzimos mais sem aumentar a área de produção, convertendo pastagens degradadas em áreas agrícolas para garantir a segurança alimentar mundial e a preservação ambiental."
O SBT NEWS também acompanhou o painel sobre a "Integração das agriculturas alimentar e energética". Guilherme Nolasco, presidente da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), enfatizou a vocação do Brasil na produção de alimentos e biocombustíveis sem avançar em áreas de preservação. "A área plantada no Brasil não cresceu nos últimos cinco anos, mas a produtividade segue avançando. Podemos aumentar a mistura de etanol na gasolina para 30%, e o etanol de milho está ganhando cada vez mais espaço na produção brasileira de biocombustível."
Francisco Turra, presidente da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), destacou a importância do biodiesel de soja: "A produção desse biocombustível emprega 2,3 milhões de pessoas no Brasil. Produzimos 1 bilhão de toneladas e exportamos para mais de 160 países. Os biocombustíveis são essenciais para combater as mudanças climáticas e têm o potencial de alavancar nossa economia."
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