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Derivativos, ou ‘mercado futuro’, são negociados com base em expectativas para a economia – e podem ser usados para especulação. Lula vem criticando previsões negativas do mercado. O presidente Lula durante reunião do conselho de governo no Palácio do Planalto
Reprodução/Canal Gov
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom nas críticas, nesta quinta-feira (27), às perspectivas de investidores e do mercado financeiro sobre uma aposta no enfraquecimento do real e em uma piora da economia brasileira – que se reflete em preços de ativos do mercado financeiro (como dolar, bolsa de valores e juros futuros).
“Eu queria dizer para você, Haddad, pode ter certeza: quem estiver apostando em derivativo vai perder dinheiro nesse país. Vai perder dinheiro nesse país. As pessoas não podem ficar apostando no fortalecimento do dólar no enfraquecimento do real”, declarou.
“Eu já vi isso em 2008. Quem não lembra a quantidade de empresa que quebrou? Quem não lembra o que aconteceu com a Sadia, a Aracruz? As pessoas achavam que era importante ganhar dinheiro apostando no fortalecimento do dólar e quebraram a cara. E vão quebrar outra vez”, seguiu Lula.
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Os “derivativos” citados por Lula são chamados também de “mercado futuro”. Isso, porque são investimentos que se baseiam na estimativa de como estará um indicador (o dólar ou o preço do petróleo, por exemplo) no médio ou no longo prazo.
Esse tipo de operação pode funcionar como uma proteção ou seguro para o investidor – um “hedge”, no jargão econômico. Se acham que a economia vai piorar, compradores e vendedores preferem negociar antes, em valores pré-fixados, para se proteger desse cenário adverso.
Outras vezes, porém, são apenas apostas especulativas para tentar obter lucro.
O problema é que, em um cenário de expectativas negativas, o mercado se agita para antecipar as negociações. E essa turbulência pode gerar efeitos como inflação, desvalorização de moeda ou antecipação de saques – o que piora os indicadores atuais e, também, as previsões futuras.
Na prática, há o risco de um ciclo vicioso que prejudica a economia do país.
Lula emendou a crítica aos investidores após comentar a escalada recente do dólar – motivada, segundo analistas, por uma série de fatores que incluem a dificuldade do governo em cortar gastos para melhorar as contas públicas.
O presidente classificou como “cretinos” quem atribuiu a alta do dólar a declarações dadas pelo petista em entrevistas.
“Quando eu terminei a entrevista, a manchete de alguns comentaristas era de que o dólar subiu pela entrevista do Lula. E os cretinos não perceberam que o dólar tinha subido 15 minutos antes de eu dar a entrevista. Quinze minutos antes”, declarou.
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