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Os produtores rurais gaúchos ainda não conseguiram fechar os cálculos sobre a dimensão do prejuízo no pós-enchente. A conta só aumenta, assim como a angústia de não enxergar um horizonte que indique de onde virão os recursos para recuperar o que se foi e dar a volta por cima.
Na próxima quinta-feira, dia 4 de julho, o Agro gaúcho promete parar! Uma grande mobilização está sendo organizada. Em poucos dias, já são mais de 5 mil pessoas envolvida com o movimento em todo o estado.
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O setor vê neste encontro, a oportunidade de gritar por apoio que permitam a reconstrução do agronegócio no Rio Grande do Sul. “Os produtores perderam soja e arroz que tinham para colher. Alguns perderam parte da criação, máquinas, infraestrutura, muitos perderam a terra porque o rio entrou nas áreas mais baixas e lavou o solo, a água trouxe muita areia e pedra. A situação é terrível. Diante do caos demos início a esse movimento apoiando o pleito da Farsul, que foi encaminhado para o ministro da Agricultura Carlos Fávaro, pedindo prorrogação das dívidas. A mobilização ganhou corpo. É totalmente apartidário. Conseguimos apoio de 80% das prefeituras e de todas as cooperativas da região, são mais de 150 ofícios em apoio à manifestação”, diz Lucas Scheffer, agricultor do município de Cacequi e um dos organizadores.
O evento vai acontecer na sede da Fenarroz, no dia 4 de julho, a partir das 8h, em Cachoeira do Sul, e promete reunir produtores de várias cidades do Estado. “Convidamos lideranças políticas porque acreditamos que é a hora do diálogo.
É uma forma de fazer com que as autoridades tenham noção do endividamento e do agricultor saber como o governo está pensando e agindo”, complementa Lucas.
Glênio Guimarães, produtor de São Gerônimo, elenca os principais itens da pauta. “Vamos falar de perda de produção, temos muita soja no campo sem colher. Outro grave problema é que perdemos muito solo estruturado, anos de trabalho. Perdemos capacidade produtiva, biota de solo, matéria orgânica, solos que retiam águas e nutrientes estão todos lavados, com crateras imensas.
O terceiro ponto é a arrecadação do Estado, como vai ficar. O quarto ponto é a escalada de desemprego, porque não estamos conseguindo trabalhar. Precisamos de recurso federal o quanto antes, precisamos voltar a produzir”.
Grazielle Camargo, produtora rural de São Sepé acredita que a roda de conversa pode gerar possibilidades. “Desde as chuvas do início de maio já se passaram 60 dias e até o momento não existe nenhuma solução para que os produtores do Rio Grande do Sul possam permanecer na atividade. Temos que lutar por isso”.
O casal Edinara Rodrigues e Sílvio Lopes Nova Santa Rita, reforça o convite contando parte da própria história. “Nesta enchente perdemos quase tudo, menos a vontade de trabalhar. Só nos sobrou o trator. O chamado é para todos os produtores e todas as culturas. A nossa única bandeira é a bandeira do Rio Grande do Sul, precisamos reconstruir esse Estado e fazer um agro mais forte ainda”.
(Da Redação)

(Redação Sou Agro/Sou Agro)
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