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A alta do dólar também traz desafios significativos para o agronegócio.
Ale Delara, sócio-diretor da Pine Agronegócios, afirma que, embora o dólar alto possa parecer benéfico para o setor, ele na verdade prejudica o momento de contratação de custos. “Estamos em um momento de contratação de custos, com o dólar batendo R$ 5,70 e caindo para R$ 5,58. Isso impacta negativamente a compra de fertilizantes, defensivos e outros insumos importados, elevando os custos de produção”, explica.
A combinação de um Plano Safra atrasado e um dólar alto pode levar a uma redução da margem de lucro dos produtores, principalmente se o dólar recuar no momento de venda da soja e do milho. “O risco de perda de margem é significativo, especialmente para os produtores que estão altamente alavancados e precisam de uma margem de contribuição bem alinhada para pagar as despesas financeiras e o custeio de produção”, ressaltou Delara.
No cenário internacional, a alta do dólar e os riscos geopolíticos, como as tensões no Oriente Médio, também influenciam os preços do petróleo, o que pode impactar o agronegócio brasileiro. A defasagem de preços de combustíveis e o aumento dos custos de importação de refinarias são fatores a serem monitorados.
Uma notícia positiva é a redução dos juros para algumas linhas de crédito, especialmente para o Pronaf, destinado à agricultura familiar. O arroz convencional deve ter uma redução de juros de 4% para 3%, e o arroz orgânico para 2%. No entanto, o atraso na liberação dos recursos pode levar de 60 a 90 dias, devido à burocracia bancária, o que pode comprometer o plantio da safra de primavera/verão.

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