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PODER, POLÍTICA E BASTIDORES
Fora das paredes do Palácio do Planalto, que mencionou “recorde”, o Plano Safra 2024/2025 não foi recebido com o “entusiasmo” trombeteado por Lula. Representantes do agronegócio avaliam o montante insuficiente, além de pilares errados na diretriz do recurso. A grita geral envolve a ampliação do fomento ao seguro rural, que Lula ignorou. Na somatória da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), conta o senador Alan Rick (União-AC), os R$400 bilhões anunciados são insuficientes.
Alan Rick, que preside a Comissão de Agricultura do Senado, diz que a CNA estimava R$570 bilhões: “Esperava-se um cenário melhor”.
Pedro Lupion, da Frente Parlamentar da Agropecuária, lamenta que a queda nos juros não beneficiou o setor: “São 3,25 pontos de diferença”.
“Eu tenho dúvida se a gente consegue cobrir o custo de produção, como no passado”, avalia Zé Vitor (PL-MG), membro da Frente do Agro.
Evair de Melo (PP-ES), presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, foi objetivo: “o plano falhou, não atende às expectativas”.
Considerado um dos mais destacados deputados na atual composição da Câmara, o sergipano Rodrigo Valadares (União Brasil) verifica que até agora os brasileiros não perceberam no governo Lula um “projeto de País”. Muito pelo contrário: “O que o PT tem é um projeto de vingança”, disse ele em entrevista ao podcast Diário do Poder desta semana. Para o parlamentar, o governo se perde com a falta de entregas à população, consumindo o tempo em promover retaliações a adversários políticos.
Valadares também lastimou o desequilíbrio na relação do Legislativo com o Supremo Tribunal Federal que, para ele, fere a própria Constituição.
O deputado acusa o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, de não se fazer respeitar pelo STF em suas frequentes invasões de competência.
Autor de 156 projetos em apenas 18 meses de mandato, o deputado é relator do projeto de anistia aos acusados do badernaço de 8 de janeiro.
Pedro Rattes era prefeito de Manacapuru (AM) quando encontrou Arquimedes, mentiroso oficial da cidade, e resolveu jogar conversa fora: “Conta uma mentira aí…” O homem se esquivou: “Posso não, seu Pedro, hoje eu estou triste, vou ao enterro do seu Arnaldo, dono da mercearia.” Rattes ficou envergonhado, pediu desculpas. Mas não demorou descobrir que o comerciante estava vivo e saudável. Pediu explicações: “Você disse que seu Arnaldo havia morrido…” Arquimedes se revelou: “Ué, o senhor não pediu para eu contar uma mentira?”
A oposição duvida da sinceridade de Lula (PT) na defesa de carne “sem impostos” para o pobre. Deputados acham que Lula quer beneficiar os de sempre: Joesley e Wesley Batista, donos da JBS.
O ex-juiz federal Sergio Moro aponta a forçada de barra para indiciar Jair Bolsonaro por joias presenteadas quando foi presidente, enquanto Lula se apropriou de um tesouro de objetos valiosos como adagas cravejadas de brilhantes, encontrado pela Lava Jato escondido em cofres bancários.
Faltou cadeira no ginásio da Fenarroz, em Cachoeira do Sul (RS), no protesto que reuniu indignados produtores rurais. A reclamação é de que o socorro prometido por Lula ficou nisso… só na promessa.
Levantamento do Paraná Pesquisas mostra liderança de Celina Leão (PP), candidata de Ibaneis Rocha (MDB) à própria sucessão. Para o Senado, ele e Michelle Bolsonaro (PL) fazem dobradinha de líderes.
Senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, sobre os excessos de gastos do petista
Estudioso do assunto, o deputado Osmar Terra (MDB-RS) disse que a decisão do STF de liberar “cotas [para o porte de drogas], na prática, liberam o tráfico no Brasil, como em todos os países que o fizeram”.
Durante visita à Brasília esta semana, o governador do Amazonas, Wilson Lima (União), aproveitou para se reunir com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A eleição para prefeito de Manaus foi pauta.
“No passado, o Planalto alertava contra os excessos do mercado que geravam especulação. Hoje, é o mercado que alerta contra excessos do Planalto que geram especulação”, diz o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
A deputada Silvia Waiãpi (PL-AP) comparou o Lula da campanha, com promessa de “cervejinha e picanha”, com o Lula atuando como presidente, “Agora, fala em taxar a ‘carne chique’”.
…este ano foi o Brasil que copiou os EUA no quesito indiciar a oposição às vésperas da eleição.
Poder, política e bastidores, sem perder o bom humor. Desde 1998.

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