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Volume de recursos para financiar pequenos produtores está 17% maior, chegando a R$ 10 bilhões. No total, agronegócio nordestino contará com R$ 20,3 bilhões do fundo regional para o exercício 2024/2025

No maior plano safra já anunciado pelo Governo Federal, a área de atuação da Sudene contará com R$ 20,3 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para operações destinadas ao agronegócio. O valor integra a estratégia da superintendência para fortalecer a oferta de crédito facilitado especialmente aos pequenos produtores, que contarão com um orçamento 17% maior em relação ao período anterior para financiamentos. 
A agricultura familiar terá à disposição R$ 10,3 bilhões do FNE. Segundo o Banco do Nordeste, parceiro da Sudene que realiza as operações financeiras do fundo regional, o FNE chega a financiar 95% da agricultura familiar no Nordeste. Ainda segundo o agente financeiro, no exercício 2023/2024, o Nordeste superou a região Sudeste em contratações no âmbito da agricultura familiar, marco inédito na história. 
“Garantir que especialmente o pequeno produtor rural seja assistido por financiamentos facilitados nos ajuda chegar na ponta da linha do desenvolvimento regional, criando mais oportunidades para a geração de emprego e renda da população nordestina que tira seu sustento da terra”, comentou o superintendente Danilo Cabral. 
Segundo o Anuário Estatístico da Agricultura Familiar 2023, produzido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o Nordeste concentra 14 milhões de agricultores familiares. Isso representa 47,8% desta classe trabalhadora no Brasil. 
Já a agricultura empresarial, público formado por grandes empresas do setor que demandam maiores volumes nas operações de crédito, contará com um montante de R$ 10 bilhões. 
Coordenador-geral de Fundos de Desenvolvimento e de Financiamento, o economista Wandemberg Almeida destacou que os efeitos do Plano Safra transbordam o setor agropecuário. “Temos uma vasta cadeia produtiva, envolvendo agricultores, irrigação, setor de grãos, operações para escoar a produção até chegar na ponta, nos supermercados. Neste cenário, há muitos postos de trabalho envolvidos. Você tem um efeito de transbordamento para o comércio, serviços, indústria, logística. Isso exige investimentos em outros setores como a própria infraestrutura”, comentou.  
Os recursos do FNE que integram o Plano Safra estão disponíveis a todos os produtores rurais cujas atividades são desenvolvidas na área de atuação da Sudene. O território compreende todos os estados do Nordeste e porções da área norte dos estados do Espírito Santo e Minas Gerais. São 2074 municípios atendidos. “O agronegócio é um dos vetores mais importantes da economia do Nordeste, sendo a principal atividade produtiva de várias dessas cidades. Por isso, nós sempre procuramos estar junto deste setor ouvindo demandas para atender quem precisa de crédito, do pequeno agricultor ao grande investidor”, disse o diretor de Gestão de Fundos, Incentivos e de Atração de Investimentos da Sudene, Heitor Freire.
O Plano Safra 2024/2025 foi anunciado pelo presidente Lula no último dia 3. Nesta edição. São oferecidos R$ 400,59 bilhões distribuídos em linhas de crédito, incentivos e políticas agrícolas. O volume foi 10% maior em relação ao período anterior.

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