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Os produtores rurais que desejam investir no agronegócio já podem contar com os recursos do Plano Safra 2024/25. O governo federal destinou R$ 400,59 bilhões para impulsionar o setor agropecuário brasileiro. No Brasil, o Sicoob projeta movimentar R$ 53,4 bilhões, um aumento de 10% em relação ao ano-safra anterior. Já o Sicoob Espírito Santo anunciou a disponibilização de R$ 3,8 bilhões, beneficiando mais de 20 mil cooperados, um aumento de 31% em relação ao ano-safra anterior.
Em todo o Brasil, o Sicoob projeta movimentar mais de R$ 53,4 bilhões, aumento de 10% em relação ao ano-safra anterior, quando foram concedidos R$ 48,4 bilhões em crédito para o agronegócio, dentro e fora da porteira.
Em 2023/2024, o Plano Safra cresceu 11,5% em relação ao ciclo anterior. No Espírito Santo, o crescimento foi de 29,6%. Nesse contexto, o Sicoob Espírito Santo se destaca com um crescimento de 52,6%, representando 29,1% de todas as liberações de crédito rural do ano-safra.
Eduardo Ton, gerente de Crédito e Agronegócios do Sicoob ES, atribui o crescimento do agronegócio no Espírito Santo à valorização das commodities, incentivando os agricultores a investir em suas propriedades rurais e estimulando as instituições financeiras a apoiar o setor.
“O crescimento superior ao do mercado na carteira de crédito rural do Sicoob pode ser explicado pelas diretrizes e visão estratégica em relação aos produtores rurais. Como grande exemplo de relevância no mercado, na safra 2023/2024, fomos o maior repassador de Funcafé do Estado pelo décimo ano consecutivo”, destaca Ton.
O Sicoob é o maior grupo empresarial do Espírito Santo, com 197 pontos de atendimento e mais de 780 mil associados, atuando também no Rio de Janeiro, Bahia e São José dos Campos (SP) através de seis cooperativas singulares: Sul-Litorâneo, Sul, Coopermais, Sul-Serrano, Credirochas e Conexão.
Na safra 2023/24, foram direcionados R$ 2,8 bilhões ao agronegócio
Na safra 2023/24, o Sicoob ES alocou mais de R$ 2,8 bilhões no agronegócio, distribuídos em 13,5 mil operações. Destas, 10.868 são operações de crédito rural, somando R$ 2,2 bilhões, e 2.731, somando R$ 647 milhões, são operações de Cédula de Produto Rural com Liquidação Financeira (CPR-F), um título de crédito utilizado no agronegócio, emitido por produtores rurais ou suas associações, que pode ser comercializado no mercado financeiro.
Segundo Ton, o Sicoob tem dois grandes diferenciais em relação às instituições financeiras tradicionais: a capacidade de fazer circular os recursos dos associados na própria região de atuação e a busca de recursos fora da região para aplicação na comunidade onde o Sicoob está inserido.
Para Keila Alves Martins, analista de Crédito e Agronegócios do Sicoob ES, o crédito rural na modalidade de investimento tem grande relevância, representando mais de R$ 2 bilhões no Plano Safra 2023/2024 no Espírito Santo.
“Tivemos um aumento de 65% quando comparado com as liberações do ano-safra 22/23. Nessa carteira, considerando as 6.650 operações liberadas, o Sicoob ES teve um crescimento de 124%. Foram mais de R$ 780 milhões, o que representa 35,3% dos valores contratados por todas as instituições que operam crédito rural no Estado”, conta.
Ela acrescenta que, para essas operações, a cooperativa conta com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sendo o maior repassador do BNDES Agro no Espírito Santo por três anos, com mais de R$ 437 milhões em operações contratadas na safra 23/24.
Para acessar os recursos, o produtor rural precisa ser associado ao Sicoob ES, comprovar a posse da propriedade, estar em dia com a situação tributária e regularidade ambiental, apresentando o Cadastro Ambiental Rural (CAR), licenças e outorgas.
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As informações/opiniões aqui escritas são de cunho pessoal e não necessariamente refletem os posicionamentos do Folha Vitória

Stefany é engenheira agronôma e técnica em agronegócio. Neta de produtores e do interior rural, se tornou produtora de conteúdo sobre agronegócio e palestrante sobre inovação no setor, atuando como consultora de tecnologia e mídia para empresas rurais.
É pesquisadora acadêmica nas áreas de gestão, agronegócio, irrigação, cacauicultura e outros.

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