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A moeda norte-americana recuou 0,04%, cotada a R$ 5,4120. Já o principal índice de ações da bolsa teve alta de 0,09%, aos 127.218 pontos. Dólar
Karolina Kaboompics/Pexels
O dólar fechou em leve queda nesta quarta-feira (10), conforme investidores avaliam os novos dados de inflação do Brasil, e seguem atentos a eventuais sinais sobre o quadro fiscal brasileiro.
Por aqui, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, considerado a inflação oficial do país), subiu 0,21% em junho. Apesar da alta, o número ainda representa uma desaceleração em comparação ao observado no mês anterior, e veio abaixo das expectativas do mercado financeiro.
Além disso, falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) também seguem sob os holofotes, à medida que investidores aguardam sinais sobre o futuro dos juros nos Estados Unidos. (veja mais abaixo)
O anúncio recente de um novo aumento de preços da gasolina e do gás de cozinha para as distribuidoras feito pela Petrobras, que entrou em vigor na terça-feira, também segue no radar.
O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, fechou em alta.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
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Dólar
O dólar fechou em queda de 0,04%, cotado a R$ 5,4120. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,3721. Veja mais cotações.
Com o resultado, acumulou:
queda de 0,91% na semana;
recuo de 3,16% no mês;
alta de 11,53% no ano.
Na véspera, o dólar caiu 1,12%, cotado a R$ 5,4144.

Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta de 0,09%, aos 127.218 pontos.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,75% na semana;
ganhos de 2,67% no mês;
perdas de 5,19% no ano.
Na véspera, o Ibovespa subiu 0,44%, aos 127.108 pontos.

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O que está mexendo com os mercados?
O principal destaque desta quarta-feira (10) fica com os novos dados de inflação no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA registrou uma alta de 0,21% em junho, em uma desaceleração em comparação ao mês anterior.
Com o resultado de junho, a inflação acumula altas de 2,48% no ano e de 4,23% em 12 meses.
O maior impacto do mês veio novamente do grupo Alimentação e bebidas, com alta de 0,44% e peso de 0,10 ponto percentual (p.p.) no índice geral. É uma variação mensal menor que maio, quando os preços do grupo haviam subido 0,62%.
Além disso, o mercado também segue atento aos desdobramentos da reforma tributária. Após a Câmara dos Deputados ter aprovado, na véspera, um requerimento que agiliza a tramitação de um dos projetos que regulamenta a reforma, a expectativa é que a votação do texto aconteça até quinta-feira (11).
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Já no exterior, as atenções continuam voltadas para eventuais sinais sobre os próximos passos do Fed na condução de política monetária.
Nesta quarta-feira, o presidente da instituição, Jerome Powell, afirmou que o Fed ainda tem um “longo caminho a percorrer” para reduzir o tamanho de seu balanço patrimonial.
Segundo o banqueiro central, a autarquia já reduziu o tamanho de sua participação em cerca de US$ 1,7 trilhão, mas irá com cuidado até um ponto de parada para garantir que as instituições financeiras tenham acesso a reservas adequadas. O Fed havia aumentado seu balanço em resposta à pandemia de Covid-19.
Powell também afirmou que a política não desempenha nenhum papel nas escolhas de política monetária do Fed. “Tomamos as nossas decisões com base em dados econômicos. […] Não estamos olhando para coisas como o ciclo eleitoral”, disse.
Na véspera,Powell já havia afirmado que a inflação do país “permanece acima” da meta de 2% do Fed, mas tem melhorado nos últimos meses. Ele acrescentou que novos dados positivos fortaleceriam o argumento para cortes na taxa de juros.
“Mais dados bons fortaleceriam nossa confiança de que a inflação está evoluindo de forma sustentável em direção a 2%”, disse Powell.
Ter uma inflação em direção à meta é um dos requisitos para a flexibilização da política monetária. Powell também comparou a falta de progresso nos primeiros meses do ano com a melhora recente nos dados. Na prática, o cenário mais positivo ajudou a construir uma base de confiança de que as pressões sobre os preços continuarão a diminuir.
Além disso, ele observou que o Fed agora está preocupado com os riscos para o mercado de trabalho e para a economia caso as taxas permaneçam altas durante muito tempo. “Após a falta de progresso em direção ao nosso objetivo de inflação de 2% no início deste ano, as leituras mensais mais recentes mostraram progressos adicionais modestos”, disse Powell.
O presidente do Fed afirmou ainda que o mercado de trabalho parece estar “totalmente de volta ao equilíbrio”, observando que “à medida que fazemos mais progressos na inflação e o mercado de trabalho permanece forte”, os cortes nas taxas de juros farão sentido em algum momento.
Os comentários de Powell podem reforçar as expectativas de mudanças na declaração de política monetária a ser divulgada após a reunião do Fed de 30 a 31 de julho, que pode abrir a porta para um corte nas taxas em setembro. A probabilidade de corte em setembro agora está precificada em cerca de 70% no mercado.
Na sexta-feira, dados de empregos norte-americanos mostraram, de fato, um mercado de trabalho que começa a se equilibrar. Enquanto o índice de preços ao consumidor norte-americano (CPI, na sigla em inglês) será divulgado na quinta-feira, a inflação ao produtor dos EUA ficará para a sexta.
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