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O agronegócio brasileiro fechou 2023 com superávit acumulado de US$ 148,58 bilhões, um crescimento de 4,9% em relação ao ano anterior. As exportações do setor somaram US$ 165,05 bilhões, e as importações, US$ 16,47 bilhões, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).  

Os dados acima não só mostram que o agronegócio é um dos principais pilares da economia brasileira. Outros setores, seguindo o fluxo do agro, passam a se dedicar a ele, oferecendo produtos e serviços que melhorem seus processos. Um deles é o de tecnologia e inovação, com startups dedicadas ao setor – as chamadas de agritechs ou agtechs – com soluções para otimizar o trabalho no campo.
Elas promovem uma verdadeira revolução ao desenvolver soluções agrícolas e fornecer informações essenciais com um alto nível de precisão ao produtor, auxiliando na tomada de decisão com assertividade e confiança. Isso se dá pela utilização de tecnologia e de inovações que fazem sentido para o negócio e, além disso, trazem informações baseadas em estudos científicos.
Radar Agtech
O mercado está em expansão. Em 2023, o Radar Agtech Brasil, estudo que disponibiliza o mapeamento das startups que operam no agronegócio, identificou 1.953 agtechs no País. O Nordeste tem 103, que correspondem a 5,2% das mapeadas no território nacional. Da região, Pernambuco (empatado com o Ceará) é Estado que mais tem agtechs, com 20. Em 2022, possuía 17; no ano, anterior, 11.
A Bahia encabeça a lista da região, com 33, mantendo a posição de maior percentual (32%) na região. Para o diretor de Inovação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Secti/PE), César Andrade, como o mercado é muito amplo e necessitado de inovações tecnológicas, geralmente as startups já nascem agritechs, mas nada impede que elas possam pivotar (mudar o direcionamento do negócio para se manter sustentável). Um exemplo disso é o monitoramento por imagem, que oferece inúmeras possibilidades.
“Posso usá-lo para monitorar o trânsito, como sistema de segurança, mas também no agro para acompanhamento da plantação para saber quando está bom ou não para colheita. Então, tudo isso pode ser personalizado”, explica César.
Semine
Com pouco mais de um ano de atividades, a startup pernambucana Semine chega com uma solução que promete revolucionar a irrigação agrícola. A empresa, que nasceu dentro de uma sala de aula do Departamento de Ciência da Computação da UFRPE e tem como CEO o professor de empreendedorismo Marcos Cardoso, criou uma solução que tem como principal objetivo otimizar a gestão dos recursos hídricos na irrigação, com uma redução no consumo de água que pode ser de 30% a 40%.

“Sensores são plantados no solo e levam para um aplicativo dados como umidade e temperatura. Atrelada a isso há uma comunicação com servidores de dados da APAC dos quais se obtém dados da agrometeorologia e, junto com um motor de inteligência artificial, consegue-se as melhores informações para tomada de decisões para a irrigação”, explica Cardoso.
De acordo com o professor, a questão não é só o consumo, mas a otimização da produção, porque se o cultivo recebe muita água também não é bom para a planta. “Ela tem que ter uma quantidade exata de água, e a gente entrega essa exatidão”, acrescenta. Um dos desafios da Semine foi, de acordo com o professor, a compra de sensores, que vêm da China.
“Agora, vamos desenvolver nossos próprios sensores”, adianta. A equipe da Semine, segundo Cardoso, já se reuniu com investidores que têm interesse em aportar recursos na startup e está participando de editais de subvenção econômica.
“Nos primeiros dois meses de 2024, se aprovados os editais que submetemos, são mais de R$ 1,5 milhão. Este ano será para saber se a gente realmente vai ocupar o mercado ou não”, sentencia o professor.

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