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Movimento no setor de bioenergia contrasta com distanciamento da FPA; projetos em debate no Congresso geram polêmica
As discussões dentro do setor agropecuário refletem uma divisão de opiniões em relação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Enquanto uma parte dos produtores rurais que se dedicam às exportações preferem manter distância do atual governo, outra ala levanta a bandeira da reconciliação. Um grupo de congressistas ligados ao segmento de bioenergia, composto por usinas de etanol e biodiesel, vem buscando uma aproximação.
O foco desse movimento é a rápida aprovação, sem alterações, do projeto de lei 528 de 2020, popularmente conhecido como Combustível do Futuro. Esse projeto, já aprovado pela Câmara dos Deputados, propõe uma nova regulamentação para os biocombustíveis, incluindo um aumento na porcentagem de mistura de etanol na gasolina e de biodiesel no óleo diesel.
Um dos episódios que destacou essas divergências foi a situação envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que expressou sua irritação ao ver que não seria possível acomodar os 200 prefeitos catarinenses que ele desejava no palco do evento, devido à capacidade limitada da estrutura, que só comportaria 130 pessoas, conforme orientação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

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Entretanto, os movimentos na área de bioenergia apontam para uma abordagem diferente. Durante um churrasco realizado na Granja do Torto em 21 de março, promovido por Lula, empresários do setor bioenergético marcaram presença significativa. O encontro foi coordenado pelo ministro Carlos Fávaro (Agricultura) e teve como objetivo buscar uma aproximação com produtores e representantes da indústria agropecuária, que em sua maioria apoiaram Bolsonaro nas eleições de 2022.
Esses esforços têm como objetivo unir a força da FPBio (Frente Parlamentar do Biodiesel) com o governo para enfrentar a articulação liderada pelo presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, que busca alterar o texto no Senado. Prates defende que o diesel coprocessado com matéria-prima renovável pela empresa seja considerado no percentual de mistura de biodiesel, uma proposta que não tem apoio unânime no setor.
Um ponto importante desse debate é a definição do diesel renovável, também conhecido como diesel verde, que vem sendo adotado pela Petrobras. Este modelo consiste em processar o diesel em conjunto com matérias-primas vegetais, como óleo de soja, e está em destaque no projeto em questão.
A articulação em torno desse projeto culminou em um ato na Esplanada dos Ministérios, onde empresários ligados à FPBio exibiram caminhões movidos 100% a biodiesel. O projeto em discussão estabelece uma mistura de até 25%, algo que tem sido questionado por representantes do setor de petróleo quanto à eficiência do biocombustível nos motores.
Enquanto isso, politicamente, a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) mantém distância do governo, mostrando as divisões dentro do setor. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), não participou dos atos de aproximação com o governo e demonstra pouco interesse. Esse distanciamento reflete a posição da parcela mais expressiva do agronegócio nacional, voltada principalmente para as exportações e menos dependente de políticas governamentais.
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