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No decorrer de 2023, o desempenho das exportações de produtos do agronegócio no Pará demonstrou um avanço de 2,67%. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), este crescimento equivale ao valor exportado cifrado em US$ 3,39 bilhões. Ainda, a pasta federal informou que o agronegócio paraense contribuiu para o aumento no volume de exportações em 30,42% em comparação com 2022. Para entender melhor, nesse intervalo foram exportadas 5,48 milhões de toneladas, um acréscimo de 1,28 milhões de toneladas.
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca (Sedap) informou que 72,06% dos produtos exportados pelo agronegócio paraense têm origem agropecuária, incorporando itens como soja e animais vivos. Na sequência, encontram-se os manufaturados e semimanufaturados, como carne e produtos florestais, responsáveis por 27,94% das exportações.
O principal destino das exportações foi a China, onde os produtos originários do Pará alcançaram US$ 1,1 bilhão, representando 35,02% do valor total exportado. Em seguida, figuram os Estados Unidos, Holanda, Turquia e Rússia. O titular da Sedap, Giovanni Queiroz, destaca que esses cinco principais países correspondem a quase 60% do valor do agronegócio exportado pelo Pará.
Giovanni acrescenta: “A carne e a soja foram os principais produtos exportados para a China, correspondendo a 93,81% do valor de exportação. Já para os Estados Unidos, predominam os produtos florestais, representando 27,49% do valor de exportação. No caso da Turquia, a soja foi o principal insumo, representando 48,13% do valor de exportação”.
O complexo de soja inclui soja em grãos, óleo de soja e farelo de soja. Em relação às carnes, as exportações englobam os tipos bovina, suína, de frango, de ovino e caprino, de peru e de pato. Quanto aos animais vivos, excluindo pescado, incluem bovinos, bubalinos, cavalos, asininos e muares. No âmbito dos produtos florestais, destacam-se madeira, papel, borracha natural e goma natural.
Entre esses produtos, Giovanni Queiroz destaca que as principais commodities são o boi e os grãos. “Não podemos esquecer do cacau e do açaí, que também são produtos extremamente importantes para nós. Então, o boi e grãos continuam com preços equilibrados, então não vamos perceber um aumento esse ano e a expectativa é que registre um certo equilíbrio no valor exportado”, disse.
No entanto, o secretário destaca a participação do cacau para o resultado positivo da exportação este ano. “Com relação a este produto, tivemos um aumento de preço no final de 2023 e no presente ano chegamos a praticamente a duplicar o valor. No pescado o resultado ainda pouco tímido, não melhoramos, mas temos tudo para melhorar nos próximos dois anos”, afirma
“Resumindo, a projeção é que este ano possamos superar 6% a exportação se comparado ao ano passado com a ajuda do cacau, tendo como principal objetivo a produção sustentável, visto que os olhos do mundo estão apontados para nós, por causa da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), e precisamos dar cada vez mais exemplo”, pontua.
Giovanni Queiroz conclui: “Hoje, a maior questão mundial é o sequestro do carbono, então estamos trabalhando para aumentar nossas exportações em paralelos a projetos que visem recuperar 30 mil hectares de áreas degradadas, fazendo um sistema agroflorestal, a serem aplicados em no mínimo 60 municípios, ajudando não só o meio ambiente, mas dando uma renda extra aos produtos”.
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